quinta-feira, 5 de julho de 2012

Um super-herói gay muda alguma coisa?

A notícia:

A DC Comics, famosa produtora de banda-desenhada e criadora de alguns dos mais conhecidos superheróis aos quadradinhos, revelou que o Lanterna Verde, uma das suas estrelas, vai ser pedido em casamento. Embora a arte e o universo LGBT nunca se tenham desencontrado, é pioneiro que a temática esteja ligada a um superherói de banda-desenhada. A Marvel, outra empresa de comics, decidiu que a sua personagem Northstar também terá casamento marcado com outro homem.

 

Este evento muda alguma coisa?

Num mercado destes, tão jovem, tão marcadamente masculino e tão ligado a estereótipos de género, ter um superherói gay é uma excelente notícia para quem se interessa pela dimensão pedagógica e moldadora de carácter que a banda-desenhada possui. Apesar de seculares, as sociedades ocidentais contemporâneas apresentam ainda sinais de fechamento e descriminação de pessoas à custa da sua orientação sexual. Tudo o que servir para contrar isso – ainda para mais um mercado tão grande e rentável como este – é bem-vindo e de aplaudir. Depois disto, se há algum superherói que pode ter impacto na vida real, é certamente o Green Lantern.

(lê mais, no The Daily Beast)

terça-feira, 3 de julho de 2012

De onde vem a dor crónica?

dor_crónica

A descoberta:

Neurocientistas de Chicago descobriram que a dor crónica está ligada ao cérebro e não a uma qualquer lesão numa determinada zona do corpo. A partir de uma investigação de 20 anos conduzida em doentes com dor aguda e doentes com dor crónica, os cientistas descobriram que a dor crónica se deve a um fluxo excessivo de informação entre o lobo da ínsula e o nucleus accumbens, duas regiões do cérebro humano. Estas duas regiões do cérebro são as responsáveis pelas emoções humanas.

 

O que vai mudar na nossa vida?

Até agora os investigadores continuam a trabalhar na compreensão dos resultados que obtiveram mas já adiantam que, face à nova descoberta, será possível conceber medicação específica para a dor crónica e melhorar a qualidade de vida destes doente. No entanto, numa primeira fase, parece já possível prever com fiabilidade quais as pessoas mais propensas a dor crónica e quais aquelas que não terão que lidar com ela.

(lê mais, no Huffington Post)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um novo contraceptivo masculino: gel.

gel_contraceptivo

O que foi desenvolvido:

Investigadores em Houston estão a desenvolver um novo método contraceptivo masculino que se baseia, nada mais, nada menos, na aplicação de um gel sobre a pele. O gel contém hormonas que bloqueiam a produção de espermatozóides e os testes realizados por esta equipa dão conta de uma taxa de sucesso quase perfeita. Este tipo de hormonas era já conhecido na comunidade científica mas só eram possíveis de aplicar através de uma injecção, o que agora deixa de acontecer.

 

O que representa para o futuro:

Assim que for aprovado para comercialização, o gel será o primeiro contraceptivo hormonal para os homens - as mulheres têm a pílula há várias décadas, os homens tinham apenas a possibilidade de usar preservativo ou recorrer a uma vasectomia. O método é completamente reversível, com os níveis de espermatozóides a regressarem ao normal após 12 semanas do fim do tratamento. A maior vantagem estará, porventura, no incremento do conforto que pode representar para o homem.

(lê mais, na Science News)

E se uma vacina nos impedisse de fumar?

vacina_cigarro

A invenção:

Cientistas do Weill Cornell Medical College, Nova Iorque, desenvolveram uma vacina injectável que se pode tornar a mais fiável solução para quem quer deixar de fumar. A vacina consiste na introdução de um gene no indivíduo, criando um conjunto de anticorpos que actuam na corrente sanguínea e bloqueam a viagem da nicotina até ao cérebro, impedindo os fumadores de obterem qualquer tipo de prazer com o cigarro.

 

O que muda na vida das pessoas:

Em primeiro lugar, aumentará muito o grau de eficácia nas terapêuticas anti-tabagistas (estudos indicam que apenas 20% das pessoas em tratamento não recaem). Depois, como actua a partir do fígado, que vai produzir os anticorpos, apenas será precisa uma dose da vacina para que ela funcione para o resto da vida. Como se não bastasse, esta vacina não servirá apenas os fumadores como os próprios não-fumadores ou fumadores esporádicos que tenham medo de sucumbir ao vício.

(lê mais, no LATimes)

Viver sem respirar, é possível?

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A inovação:

Investigadores de Boston desenvolveram micropartículas que podem ser directamente injectadas no corpo, de maneira a oxigená-lo.  Testadas em animais com falhas graves no sistema respiratório, a experiência foi bem sucedida e cota-se já como uma das melhores inovações dos últimos anos no campo da medicina. As partículas em causa são compostas por oxigénio armazenado em microbolsas na nossa massa gorda e, segundo os investigadores, estas partículas contêm 3 a 4 vezes mais oxigénio que os nossos próprios glóbulos vermelhos.

 

O que vai permitir:

O entusiasmo da comunidade científica é compreensível: quando esta inovação estiver pronta a ser comercializada e utilizada em meio hospitalar, as consequências serão dramaticamente positivas. Através destas partículas, é possível manter os níveis de oxigénio no doente entre 15 a 30 minutos, mesmo que exista uma falha total do seu aparelho respiratório. Isto permite aos médicos evitar ataques cardíacos e danos cerebrais por falta de oxigénio, pelo menos durante um considerável período de tempo. Em 2012 torna-se possível viver sem respirar. Pelo menos durante mais meia-hora.

 

(lê mais, no Gizmodo)

domingo, 1 de julho de 2012

Porque bocejam os cães?

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O que foi descoberto:

Investigadores da Universidade do Porto publicaram um artigo científico, na revista Animal Contagion, que dá conta de algumas descobertas interessantes no reino canino. Que os cães bocejam, todos sabemos. Também já se desconfiava que os cães, como os humanos, bocejavam por um efeito de contágio (ver outros cães ou pessoas bocejarem). O que o estudo descobriu foi que os cães reconhecem o som do bocejo do dono e reagem mais rapidamente a ele. Simplificando: os cães bocejam como resultado de uma empatia existente com os donos. Cães mais ligados emocionalmente aos humanos bocejarão mais do que cães com menos… vontade de aturar pessoas.

O que pode mudar?

Percebendo que os cães bocejam tanto mais quanto mais empatia sentem pelo dono e quanto mais ternos são, podemos tirar ainda mais partidos dos cães que são usados, por exemplo, para servirem como guia para pessoas cegas ou com outros fins terapêuticos. Para tarefas específicas, será possível escolher os cães mais adequados e aumentar assim a eficácia do auxílio do animal. Um futuro ainda mais risonho (e bocejante) na relação entre o cão e o Homem.

(Lê mais, no Huffington Post)

Próximo passo da Google? Óculos.

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A invenção:

A Google apresentou na quarta-feira em São Francisco a primeira geração de um par de óculos futuristas com câmera e Internet integradas, estando a sua comercialização prevista dentro de cerca de dois anos. O cofundador da Google, Sergey Brin, apresentou o plano de lançamento dos óculos numa conferência anual em São Francisco com os criadores de aplicações para os aparelhos informáticos. Os Google Glass, um dos projectos do laboratório Google X, permitem a quem os usa ter acesso a informação em tempo real, utilizando a realidade aumentada.

O que vai permitir este instrumento?

Informações como a temperatura, mapas, ligações telefónicas, envio de mensagens de texto e detectar amigos que estão na mesma zona, são algumas das informações que o novo dispositivo projecta no campo de visão do utilizador dos Google Glass. E tudo isto é controlado apenas pela voz e por movimentos de cabeça. Definitivamente, algo a fazer lembrar o Dragon Ball.

(lê mais, no Expresso)

Alzheimer: o início do fim?

Alzheimer

A descoberta:

“Cientistas da Suécia conseguiram ver, usando neurónios coloridos, que uma proteína se transmite no cérebro como se fosse uma infecção, desencadeando a doença de Alzheimer. Para testarem se os neurónios doentes seriam capazes de infectar outros, fizeram experiências com neurónios humanos: desta vez, tingiram-nos com uma tinta verde e misturaram-nos com outros, que já estavam vermelhos depois de terem recebido a beta-amilóide. Ao fim de um dia, quase metade das células verdes tinham estado em contacto com as vermelhas e, nos dois dias seguintes, a equipa viu cada vez mais neurónios verdes doentes.”

 

O futuro no combate à doença:

A possível descoberta do mecanismo a partir do qual se desenvolve a Alzheimer dá à equipa de investigadores uma esperança renovada para o combate à mesma, no futuro: "Como os nossos resultados explicam como progride a Alzheimer, esperamos que permitam travar a progressão da doença. Se a impedirmos de se espalhar a outras áreas do cérebro, o doente poderia ficar com o nível cognitivo da altura do diagnóstico."

(lê mais, no Público)